Semana da Reabilitação Urbana volta a Lisboa de 4 a 10 de abril

Em abril, regressa a Lisboa e à Sociedade de Geografia da cidade a Semana da Reabilitação Urbana, a 3ª edição do maior evento nacional de celebração e reflexão sobre a reabilitação urbana no país.

O evento decorre de 4 a 10 desse mês, numa organização da Vida Imobiliária e da Promevi, com o apoio da CML, que se associa à iniciativa desde a sua primeira edição.

Depois de, no ano passado, ter registado cerca de 4.000 visitantes e um total de 30 iniciativas, a Semana da Reabilitação Urbana vai levar a Lisboa várias atividades que pretendem promover o encontro de ideias sobre este tema, bem como mostrar o que de melhor se faz na área em Portugal, como um ciclo de conferências, workshops, exposições, visitas guiadas a projetos e iniciativas para crianças, entre outros. A ideia é incluir na iniciativa todos os stakeholoders da área, desde utilizadores a utentes, residentes, turistas, profissionais ou entidades públicas.

Destaque para a entrega do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, que decorre a 7 de abril numa cerimónia de gala no Palácio Nacional da Ajuda.

Arturo Malingre, diretor da Semana da Reabilitação Urbana, comenta que «reabilitação urbana já ganhou escala e que é determinante nesta altura discutirmos e percebermos como é que podemos ter um output da reabilitação que seja inclusivo. Ou seja, que possa servir todos os públicos e os mais diversos usos. E no contexto dos desafios do apoio ao financiamento para esta área, essa discussão não pode ser adiada».

E completa ainda afirmando que a organização está «bastante otimista, tendo em conta que além das entidades participantes em edições anteriores já terem reconfirmado as suas presenças, a captação de novos parceiros está muito dinâmica, o que confirma a consolidação do evento». Ressalva que «além disso, não queremos perder a capacidade de inovar e este ano, estamos também a preparar algumas novidades na estruturação da agenda».

Uma vez mais, a entrada nos eventos da Semana da Reabilitação Urbana é livre. Além dos eventos da agenda do evento, a Sociedade de Geografia de Lisboa vai também acolher um conjunto de empresas que se associam ao evento e que estarão presentes no local a dinamizar contactos com profissionais e público em geral.

A III Semana da Reabilitação Urbana Lisboa conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e, no setor empresarial, estão já confirmados os apoios platina da Schmitt+Sohn Elevadores,  Barbot, Secil, Ecociaf e Montepio, bem como os apoios ouro da Sanitana, Grupo Sanjose, CBRE, Cushman & Wakefield, OLI, Reynaers, OHM, Lucios, Casais e Luz e Som. Nos patrocínios institucionais alinham o IMPIC, o IHRU, o LNEC, a CPCI, a ATIC, a ALP, a OA, a OE e a OET.

Mais informações sobre o evento e consulta da agenda pode ser feita, em breve, aqui.

Via: vidaimobiliária.com

Casas reabilitadas nas zonas históricas de Lisboa podem custar até 38% mais

As zonas históricas de Lisboa – Baixa, Chiado e Avenida da Liberdade – são as mais valorizadas no mercado de reabilitação habitacional, de acordo com um estudo da Prime Yield e da SRS Advogados hoje apresentado. O documento refere que o preço médio de oferta dos apartamentos integrados em projetos de reabilitação localizados nesta zona são os mais elevados da cidade, atingindo os 6.089 euros /m², um valor que está entre 18% e 38% acima de outras zonas onde existem produtos semelhantes.

Destacando que Lisboa se assume hoje como um dos destinos preferenciais dos investidores que querem investir em reabilitação, em especial, no segmento habitacional, o documento apresenta uma análise da oferta habitacional resultante de projetos de reabilitação urbana na capital, além de integrar uma análise legal sobre este setor. No total, o estudo “Reabilitação Urbana para Uso Residencial em Lisboa” analisa uma amostra de 775 apartamentos integrados em projetos de reabilitação urbana localizados em quatro zonas da cidades, destacando que a maioria desta oferta são T2 e T3, que grande parte dos projetos está já em construção e que cerca de 50% das unidades está já comercializada.

Como seria de esperar, a zona da Baixa/Chiado e Avenida da Liberdade é também a que concentra a maioria dos projetos em desenvolvimento, reunindo 67% dos apartamentos reabilitados. O asking price médio dos apartamentos aqui localizados apresenta uma valorização de 18% face à segunda zona mais cara da cidade para este tipo de produtos, nomeadamente as Avenidas Novas, onde o preço médio é de 5.174 euros/m² e onde está concentrada 14% da oferta. Face à zona de Arroios/São Vicente/Penha de França (11% da oferta habitacional reabilitada), a diferença no asking price é de 35%, comparando com o valor médio de oferta aqui encontrado de 4.507 euros/m². O estudo refere ainda que a zona da Estrela/Campo de Ourique, a mais barata, tem um valor médio semelhante a esta última (4.414 euros/m²), apresentando o maior gap face à zona mais valorizada (38%).

José Velez, diretor executivo da Prime Yield, sublinha que “no último ano, os projetos de habitação ganharam uma enorme expressividade na nova oferta imobiliária reabilitada” em Lisboa, considerando ainda que se o investimento neste segmento “foi inicialmente impulsionado pela crescente procura da cidade por parte de estrangeiros”, hoje também é verdade que “os compradores internos estão mais dinâmicos“, refere.

Na componente legal do documento, a cargo da SRS Advogados, apresenta-se uma análise de medidas jurídicas nas áreas de fiscalidade, promoção, ocupação e captação de investimento com impacto para a reabilitação urbana. Francisco Pereira Miguel, advogado coordenador do departamento de Direito Imobiliário da SRS Advogados, comenta que “a relevância que a reabilitação urbana assume na atualidade resulta seguramente do aperfeiçoamento histórico e sistemático dado ao tratamento político e jurídico das matérias que, direta e indiretamente, estão envolvidas no tema da reabilitação urbana”.

Aceda ao estudo completo aqui.

Via: vidaimobiliária.com

Edifício da Fidelidade na Rua Ivens vai ser hotel de charme

O número 14 da Rua Ivens, em Lisboa, ocupado pela Rádio Renascença, vai transformar-se num hotel de charme. O edifício é propriedade da Fidelidade Companhia de Seguros, S.A.

Aqui vai surgir uma unidade com 94 quartos, que se junta aos cerca de 20 espaços hoteleiros da zona do Chiado. As obras vão começar no 2º semestre deste ano.

Este edifício data do século XIX e integra-se na área classificada da Lisboa Pombalina. Segundo o DN não foi revelado o valor do investimento nesta obra de reabilitação,

A Renascença ocupava este edifício desde 1937, e vai agora mudar-se para a Quinta do Pastor, na zona de Benfica/Buraca. Um espaço com cerca de 4.000m² que «oferece melhores condições para toda a empresa»,disse José Luís Ramos Pinheiro, administrador do grupo que detém a rádio, à mesma fonte.

A mesma fonte recorda ainda que até 2018, e segundo o Observatório da Associação de Turismo de Lisboa, deverão abrir em Lisboa 16 hotéis, 8 dos quais ainda em 2016, grande parte deles no centro histórico.

Foto: Reinaldo Rodrigues/Global Images

Via: vidaimobiliária.com